Monday, September 28, 2015

Trabalho na limpeza como punição na escola?


O caso da lei municipal que impõe a limpeza feita por estudantes como punição por seu “mau comportamento”, numa cidade brasileira, revela muito do preconceito social entranhado na sociedade. Quando a escola utiliza o trabalho na limpeza como forma de punição, o que se está ensinando aos pequenos e jovens? Eu digo: que aquelas pessoas que trabalham na limpeza de nossas escolas, ruas, prédios, casas etc, são, de alguma forma, menores, menos importantes, e que estão sendo “punidos” por alguma razão cósmica ou mundana. E alguém chama isso de “reeducação”, de “pedagogia”? Eu chamo de “reeducação” da vergonha, de pedagogia da discriminação!

+Gibson

Friday, September 25, 2015

E o meu boicote às normas editoriais de publicações acadêmicas e instituições universitárias continua…

É interessantíssimo que se critique tanto, no meio universitário brasileiro, os interesses das grandes corporações multinacionais e, no entanto, todas as publicações acadêmicas e a maioria das instituições às quais estão vinculadas forcem autores a adotar os formatos proprietários daquelas mesmas corporações. Por que exigem que nossos textos sejam formatados com fontes proprietárias da Microsoft (Arial, Times New Roman, etc), por exemplo, e que os mesmos sejam salvos em formatos também proprietários (.doc, .docx etc)?… Não sabem que há formatos livres?… E como as humanidades são “campos de guerra ideológica”, levo a disputa a sério, defendendo o meu direito de não utilizar fontes e formatos proprietários no mundo acadêmico. Até que mudem essas regras, continuarei a NUNCA submeter textos meus a publicação alguma que as imponha. Sempre foi assim e, enquanto eu tiver autorrespeito, continuará a ser assim…

+Gibson

Sunday, September 6, 2015

Mais uma vez, a estupidez digital...


Não serei diplomático!... Devo confessar que a idiotice digital me enerva a ponto de me fazer perder a elegância com a qual tento lidar com a estupidez alheia. É interessante quantas pessoas, repentinamente, se tornaram defensoras de migrantes em busca de refúgio no outro lado do mundo, enquanto, em seu próprio país, continuam a fazer comentários não muito hospitaleiros sobre os “migrantes” que chegam (venham esses da China, do Haiti, ou do “Nordeste”). Mais interessantes ainda são os comentários daqueles que falam tanto em tolerância e respeito – para com “negros”, “mulheres”, “gays”, “transexuais” etc –, condenando a dita “direita” brasileira, mas que partilham alegremente postagens da “direita” d'alhures que vocaliza uma discriminação desinformada sobre a religião muçulmana como forma de barrar a aceitação de migrantes na Europa!... Eu realmente tenho cada vez menos paciência com a estupidez em plena “era da informação”!